Mato Grosso lidera exportações de grãos no primeiro semestre de 2018

Para os produtores, o desempenho do país atualmente só não é melhor porque o país não conseguiu avançar em melhores de estradas e ferrovias.

Estado é o maior produtor de soja do país — Foto: REUTERS/Andres Stapff

Mato Grosso liderou o ranking de exportações no primeiro semestre deste ano. De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o estado exportou 10 milhões de toneladas e dessa quantidade cerca de 80% são de produtos derivados da soja. Foi responsável por 17,30% da soja vendida para países como a China e a União Europeia.

O principal produto vendido pelo estado foi a soja, sendo que o estado é o maior produtor do grão.

Depois de Mato Grosso, São Paulo foi o estado maior exportador de produtos agrícolas (16,85%), seguido do Paraná (14,12%) e do Rio Grande do Sul (11,79%). Para os produtores, o desempenho do país atualmente só não é melhor porque o país não conseguiu avançar em melhores de estradas e ferrovias.

Uma indústria instalada em Várzea Grande, região metropolitana, esmaga os grãos da soja para produzir farelo e óleo. Cerca de 76 mil toneladas foram compradas dos produtores somente neste ano. A empresa não exportava há cinco anos.

Segundo o gerente da indústria, Carlos Eduardo Atkinson, a empresa tem planos planos para a produção da safra de soja para 2019. “Estamos investindo para que ano que vem, possamos esmagar mais soja e exportar mais”, disse.

Esse ano as exportações brasileiras do agronegócio chegaram a R$ 60 bilhões de dólares.

De acordo com o vice-presidente da Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja), Zildo Donadello, explicou que a alta do dólar e a guerra comercial entre a China e os Estados Unidos da América, colaboraram para o aumento das vendas.

“Essa guerra comercial que existe no momento está sendo boa. Mas não sabemos até que ponto irá durar”, afirmou.

Ele contou que o desempenho não foi melhor devido à falta de avanço nas melhorias das estradas e ferrovias.

“O que nos limita hoje é a logística, porque o governo não está investindo em melhorias”, disse Zildo.

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